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	<title>Vejo Estrelas</title>
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	<description>O mundo do Meu Ponto de Vista</description>
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		<title>Vejo Estrelas</title>
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		<title>O Passarinho me contou</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jul 2011 01:23:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabíola Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Fabíola Oliveira Já faz um bom tempo que um passarinho me conta tudo o que acontece por aí. Passarinho antenado esse. Sabe qual é a Banda Mais Bonita da Cidade. Está por dentro de tudo o que acontece na política. Os últimos lançamentos cinematográficos? Pergunte para ele. Bombou na TV? Vai parar no passarinho. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vejoestrelas.wordpress.com&amp;blog=8472711&amp;post=236&amp;subd=vejoestrelas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right;">Por Fabíola Oliveira</p>
<p>Já faz um bom tempo que um passarinho me conta tudo o que acontece por aí. Passarinho antenado esse. Sabe qual é a Banda Mais Bonita da Cidade. Está por dentro de tudo o que acontece na política. Os últimos lançamentos cinematográficos? Pergunte para ele. Bombou na TV? Vai parar no passarinho. Rolou fofoca? Ele esclarece tudo. É aniversário de um figurão conhecido? Ele lembra você. É dia de São Romualdo, Aniversário de Pindamonhangaba? Com certeza ele não te deixa esquecer. Além de antenado é organizado, tem um sistema de manchetes, chamado <em>Trending Topics</em>, atualizado em tempo real. E se o babado é forte mesmo ganha até uma <em>hashstag #</em>.</p>
<p>Ouvi dizer que esse passarinho é atualizado diariamente por mais de 300 milhões de informantes. Mas ele é exigente. Só aceita que lhe “piem” alguma coisa em 140 caracteres. Nada de ser prolixo, o passarinho não tem tempo para isso. Com ele o papo deve ser reto, rápido. Uma “piada” atrás da outra. O mundo não para, e gira rápido. O passarinho precisa acompanhá-lo. O tempo, e ele, voam.</p>
<p><a href="http://vejoestrelas.files.wordpress.com/2011/07/bigstockphoto_twitter_bird_announce_5263769.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-237" title="Twitter" src="http://vejoestrelas.files.wordpress.com/2011/07/bigstockphoto_twitter_bird_announce_5263769.jpg?w=300&#038;h=300" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>Essa central de informações alada abre o bico a toda hora. Não adianta esconder nada dele. Esse safadinho coberto de penas adora uma polêmica. Humoristas, políticos e as sub-celebridades que o digam. O passarinho repercutiu? Vai parar até na justiça. E se a causa é justa? O passarinho ajuda a organizar até manifestação. Eita bichinho eficiente. Com ele não tem hipocrisia. Falou tá falado e não adianta apagar. Escreveu todo mundo leu. Na central do passarinho é assim, se escreve a caneta.</p>
<p>O único problema é que o pequeno notável coberto de plumas da cor do céu só passou por cinco primaveras. Ainda não tem a malícia, e não está ligado na malandragem do mundo. É rápido e tem uma rede de informantes de fazer inveja ao FBI. Mas é ingênuo, acredita em tudo o que dizem. Dá mais barrigadas do que um foca que quer ser promovido. Conhece a melodia, mas sai cantando por aí sem saber se a letra está certa.</p>
<p>Como toda criança adora uma pegadinha, uma <em>trollagem</em>. Mas não culpe a avezinha, suas intenções são as melhores. Ele só quer promover o debate, a interação. O pequeno não tem culpa se alguns ainda não perceberam o poder da comunicação. O mundo virtual também é injusto, e os agentes infiltrados da contra-informação adoram criar o caos no habitat do passarinho. Mas ele segue firme, o pequeno-grande <em>Twitter</em> é guerreiro e não desiste de sua missão. Ele só abandona a gaiola quando a baleia aparece na área, aí é demais para o animalzinho, desencalhar o sistema não é com ele, seu negócio é voar, rápido de preferência.</p>
<p>_____________</p>
<p>Crônica produzida no Curso de Comunicação Social/Jornalismo – Unisul – 2011/1</p>
<p>Disciplina: Jornalismo de Autor</p>
<p>Professor (a) Orientador (a): Darlete Cardoso</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/vejoestrelas.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/vejoestrelas.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/vejoestrelas.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/vejoestrelas.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/vejoestrelas.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/vejoestrelas.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/vejoestrelas.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/vejoestrelas.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/vejoestrelas.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/vejoestrelas.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/vejoestrelas.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/vejoestrelas.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/vejoestrelas.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/vejoestrelas.wordpress.com/236/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vejoestrelas.wordpress.com&amp;blog=8472711&amp;post=236&amp;subd=vejoestrelas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Embalado pela música</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Dec 2010 13:49:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabíola Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Fabíola Oliveira “Cara engraçado, meio doido, corajoso, coração mole e fala mais que o Obama!”. Tenho que concordar com Paulo Domingos, o companheiro de banda e melhor amigo de Leandro Benincá, ou Lê Benincá, como a galera costuma chamá-lo. Pelo menos no que diz respeito a “falar mais que o Obama”. Entrevistei Leandro pela [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vejoestrelas.wordpress.com&amp;blog=8472711&amp;post=219&amp;subd=vejoestrelas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right;">Por Fabíola Oliveira</p>
<p>“Cara engraçado, meio doido, corajoso, coração mole e fala mais que o Obama!”. Tenho que concordar com Paulo Domingos, o companheiro de banda e melhor amigo de  Leandro Benincá, ou Lê Benincá, como a galera costuma chamá-lo. Pelo menos no que diz respeito a “falar mais que o Obama”. Entrevistei Leandro pela primeira vez minutos antes da apresentação da banda UmSeteUns, na qual ele é guitarrista e precursor, em um acústico no Shopping Della em Criciúma. Mesmo nos fundos de um restaurante, apertado e quente,  que servia de camarim para a banda naquele fim de tarde, e mesmo sem me conhecer,  ele estava  sorridente e falante.</p>
<p>Quando vi Leandro usando um tênis All Star surrado nos pés, com um piercing na orelha,  o cabelo moicano e a forma despojada e espontânea como conversava, não podia imaginar que ele já fez parte do mundo dos negócios. “Sou formado em Administração de Empresas, habilitado em Marketing, fiz MBA nos Estados Unidos e abandonei uma pós-graduação em Gestão de Pessoas quando descobri que meu negócio mesmo era a música”, conta ele.</p>
<p><a href="http://vejoestrelas.files.wordpress.com/2010/12/ogaaalojzcoxuep7t-sryqwvvfsp2z3sjfnm9zp5-v67aoaezn8aa_kb-jkyvb1sefjp5on9mnfj0470ggmjwzjnfv0am1t1uoflwl32yen78lmxnn18oadsed06.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-220" title="Leandro Benincá" src="http://vejoestrelas.files.wordpress.com/2010/12/ogaaalojzcoxuep7t-sryqwvvfsp2z3sjfnm9zp5-v67aoaezn8aa_kb-jkyvb1sefjp5on9mnfj0470ggmjwzjnfv0am1t1uoflwl32yen78lmxnn18oadsed06.jpg?w=300&#038;h=250" alt="" width="300" height="250" /></a></p>
<p>A paixão pela música veio de berço. A mãe era pianista e o pai fã dos Beatles, Rolling Stones e Bee Gees. Aos 12 anos ele começou a fazer aulas de piano, aos 14 violão e aos 17 teve o encontro fatal com uma guitarra elétrica. Aos 20 decidiu que queria montar uma banda. Com 24 anos, ele tinha certeza que queria ser músico.</p>
<p>“Em 2006, a ideia de ter uma banda já era bem mais madura na minha cabeça, e era algo que realmente me fazia falta. Mesmo trabalhando muito (na época eu era gerente de uma indústria, e viajava de 10 a 15 dias por mês) e conciliando meu tempo com a faculdade, eu realmente queria aquilo! E a banda foi meu pedido de Natal. E minha promessa de ano-novo. Cumprido! Em maio de 2007 estava formado um embrião do que viria a ser a UmSeteUns”, relembra.</p>
<p>Vinte e cinco anos antes, às 17 horas e cinco minutos do dia três de maio de 1982, Leandro era apenas um bebê, que nascia, por acaso, no Hospital São João Batista em Criciúma. Por acaso porque seus pais moravam, na época, em São Paulo. A mãe, estava passando uns dias na casa da avó  de Leandro quando ele nasceu. Quando tinha 15 anos ele e sua família deixaram a terra da garoa e voltaram a morar em sua cidade natal, no bairro São Simão onde estão até hoje.</p>
<p>Além da música, outra paixão de Lê &#8211; não tão intensa &#8211; é o esporte. Já chegou a treinar natação seis horas por dia, e a competir por alguns anos na modalidade. Passou por academias de karatê, judô, capoeira, aikido, taekwondo, boxe e jiujitsu. Em São Paulo, participou e ganhou campeonatos de bodyboard.</p>
<p>Filho de Dino José e de Maria Helena, e irmão de Rodrigo, aos 14 anos, Leandro deciciu que era a hora de começar a trabalhar. Os pais ficaram peocupados, achando que  poderia atrapalhar os estudos do garoto. Mas ele insistiu até que coseguiu emprego em uma vídeo locadora. “Cresci com essa idéia de que &#8216;o trabalho engrandesce&#8217; na cabeça, e esse é um dos meus lemas até hoje. Todo mundo me chama de &#8216;workaholic&#8217;”, comenta.</p>
<p>Hoje, Leandro só trabalha com aquilo que lhe dá prazer. Em casa, montou um estúdio de gravação, onde produz, junto com Paulo, as músicas da banda e de outros artistas. Define sua profissão como músico, e &#8216;nas horas vagas&#8217; professor de inglês. A banda UmSeteUns tem quase quatro anos de estrada. Nesse tempo já aconteceu de passarem todo o equipamento para o palco por um elevador de comida; ou tocarem em um bar na semana do Natal, para oito pessoas, incluindo as bargirls, os seguranças e as namoradas da banda.</p>
<p>Mas nem tudo são espinhos no caminho de uma banda independente. Hoje, os rapazes já têm uma música, de autoria de Leandro, tocando em uma rádio da região, estão gravando o primeiro CD e fazendo shows. “O que mais me fez feliz neste ano foi a descoberta de fãs, que a gente nunca viu na vida, em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e em Portugal! Temos até fã-clube”, comemora Leandro.</p>
<p><a href="http://vejoestrelas.files.wordpress.com/2010/12/ogaaafdm5ffufzhdxtsoz11dazilzepou7pbnlhpdkhitlq3dfchq_fg6jcot1_qse5d1u7_kf8_ulaczte2eq35dq4am1t1ugdibxdftlf-ln54td0on8_vdfch.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-221" title="Leandro Benincá" src="http://vejoestrelas.files.wordpress.com/2010/12/ogaaafdm5ffufzhdxtsoz11dazilzepou7pbnlhpdkhitlq3dfchq_fg6jcot1_qse5d1u7_kf8_ulaczte2eq35dq4am1t1ugdibxdftlf-ln54td0on8_vdfch.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>A infância e a adolescência foram tranquilas. Passou pelos colégios Degrau e Fortec, em Praia Grande, São Paulo, e pelo Lapagesse em Criciúma. A forte estrutura familiar, os exemplos de conduta e caráter e o apoio dos pais contribuíram para sua formação. “Meu pai é um amigão, me apoia de verdade em tudo o que eu faço, vira madrugadas pra ajudar nos nossos shows, constroi coisas pra gente, nosso estúdio foi todo feito por mim e por ele, e minha mãe é &#8216;fãzona&#8217; da banda. Vive twittando nossas músicas, postando comentários na internet e pedindo nosso som nas rádios”, comenta.</p>
<p>E é ensinando pelo exemplo e mostrando que a família é a base de tudo, que Leandro educa o filho Lucas, o Kaká, de 10 anos. Pai solteiro, ele conta que a paternidade, no início, foi um susto. Já estava separado da mãe de Lucas, com quem namorou por cinco ou seis meses, quando descobriu que ia ser pai. “Passado o susto, a paternidade só me trouxe coisas boas, e o Kaká é hoje um amigão. Cada dia mais parceiro, mais conectado a mim”, revela. Nos shows da UmSeteUns, Lucas é figura sempre presente, seja na passagem de som ou agitando a apresentação da banda. Filho de peixe, peixinho é.</p>
<p>Leandro Benincá, 28 anos, é a prova viva de que o rock não é feito só de sexo e drogas como costumam falar. Dedicação, talento, paixão e muito, mas muito trabalho são necessários para fazer o som que embala e muda a vida de muita gente. “Quando eu componho uma música e vejo uma pessoa cantando e me dizendo: &#8216;Pô, parece que tu tava falando da minha vida&#8217; é uma realização para mim. Isso é música para mim: mudar a vida de alguém, mesmo que por 3 minutos, pensar em coisas melhores”, desabafa.</p>
<p>_____________</p>
<p><em>Perfil produzido para o Curso de Comunicação Social – Unisul – 2010/2</em></p>
<p><em>Disciplina: Narrativas Jornalísticas</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Professor (a) Orientador (a): Darlete Cardoso</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/vejoestrelas.wordpress.com/219/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/vejoestrelas.wordpress.com/219/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/vejoestrelas.wordpress.com/219/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/vejoestrelas.wordpress.com/219/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/vejoestrelas.wordpress.com/219/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/vejoestrelas.wordpress.com/219/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/vejoestrelas.wordpress.com/219/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/vejoestrelas.wordpress.com/219/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/vejoestrelas.wordpress.com/219/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/vejoestrelas.wordpress.com/219/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/vejoestrelas.wordpress.com/219/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/vejoestrelas.wordpress.com/219/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/vejoestrelas.wordpress.com/219/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/vejoestrelas.wordpress.com/219/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vejoestrelas.wordpress.com&amp;blog=8472711&amp;post=219&amp;subd=vejoestrelas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O MUNDO foi a minha ESCOLA</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Nov 2010 03:31:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabíola Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Fabíola Oliveira São quase oito horas da noite. Sexta-feira, início de primavera com os últimos sopros do inverno. Não está chovendo, mas o céu está carregado, escondendo as estrelas. Nesse horário mais uma turma de Jornalismo da Unisul está recebendo o tão sonhado diploma. Em outro ponto da cidade, eu &#8211; uma quase repórter [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vejoestrelas.wordpress.com&amp;blog=8472711&amp;post=212&amp;subd=vejoestrelas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right;">Por Fabíola Oliveira</p>
<p>São quase oito horas da noite. Sexta-feira, início de primavera com os últimos sopros do inverno. Não está chovendo, mas o céu está carregado, escondendo as estrelas. Nesse horário mais uma turma de Jornalismo da Unisul está recebendo o tão sonhado diploma. Em outro ponto da cidade, eu &#8211; uma quase repórter – devaneio sobre o papel da minha futura profissão, enquanto aguardo ansiosa por meu entrevistado. Não sei seu nome, sua idade, de onde veio ou que rumo nossa conversa vai tomar. Não sei ao certo se vou conseguir fazer com que ele responda às minhas perguntas.</p>
<p>Em uma sexta-feira passada, tal como essa, minha suposta entrevistada disse que não queria falar sobre coisas que a entristeciam. Não queria, portanto, contar sua história. Respeitei. Por isso estou aqui de novo, no andar de baixo do Albergue Noturno Pousada da Paz, na cidade de Tubarão. O espaço emana uma sensação de sossego, que nem o portão de ferro da entrada, vigiado por um guarda municipal, consegue quebrar. Paredes e pisos brancos e limpos, e um cheirinho de comida caseira que vem da cozinha contribuem para o ambiente tranquilo e familiar. A rua, formada por uma vizinhança pacata do bairro São João, também coopera para a harmonia do lugar.</p>
<p>Paradoxo ou não, esse espaço é diariamente frequentado por, em média, 15 moradores de rua. Seres humanos sem teto, sem endereço e muitas vezes sem documento, mas com muitas histórias para contar. Pelo menos por uma uma noite, esse passa a ser o lar de cidadãos invisíveis aos olhos da sociedade. Cidadãos rotulados de sujos e desorganizados, preguiçosos e sem caráter, ignorados por outros cidadãos que nem ao menos sentam para ouvir o que eles têm a dizer. Ainda que todos sejam pobres, sem perspectiva aparente de uma vida melhor, cada um tem um motivo específico para viver assim, sem rumo, sem ter para onde voltar no final de cada dia. E estou ali para ouvir esses motivos.</p>
<p>Desde 1996, ano em que foi fundada, a instituição sem fins lucrativos dá assistência a pessoas migrantes, os vulgarmente chamados mendigos. Funcionando das 19 às 07 horas da manhã, o albergue oferece banho, jantar, pernoite e café da manhã a quem por lá passar. Cada indivíduo não pode permanecer mais de cinco noites no local. Mas, segundo o guarda municipal Leandro Bittencourt, algumas vezes a emoção fala mais alto que a razão, e é impossível negar abrigo a cidadãos doentes, com fome e com frio.</p>
<p>O cheirinho de comida caseira que pode ser sentido assim que se entra no albergue, é fruto do trabalho das 30 equipes de voluntários, formadas por 120 pessoas que se revezam diariamente para preparar o jantar. As paredes, os banheiros, e os pisos brancos e limpos da construção de dois andares, assim como as roupas de cama higienizadas, são resultado do trabalho de outros voluntários, que se comprometem em dar um dia ou uma noite de suas vidas para fazer o bem sem olhar a quem.</p>
<p>Aliás, sem essas pessoas que trabalham com satisfação na alma, a Pousada da Paz sequer existiria. Tirando as contas de água e luz, pagas pela prefeitura e os dois guardas cedidos pela Guarda Municipal, o restante, inclusive a costrução, é fruto do voluntariado. Isso porque, segundo a assistente social e voluntária Salete Farias, municípios com população abaixo de 250 mil habitantes &#8211; como é o caso de Tubarão, que tem pouco mais de 90 mil moradores – não são obrigados a terem políticas públicas para atender os moradores de rua.</p>
<p>De acordo com a assistente social da prefeitura de Tubarão, Cléria Agostinho, o município não gera população de rua. “O Brasil ainda está engatinhando sobre a destinação de políticas públicas para a população de rua. Porém, algumas já estão em evidência, como por exemplo, o Centro de Atendimento Especializado de Assistência Social para População de Rua &#8211; Creas-Pop, obrigatório para municípios com mais de 250 mil habitantes. Em tubarão, embora não se gere esse tipo de população, está em andamento um projeto de centro especializado para atender a demanda itinerante que vem de toda parte do país”, explica Cléria.</p>
<p>O albergue do bairro São João tem capacidade para receber 30 pessoas, e é formado por uma sala de informática, cozinha, recepção, auditório, dormitórios e almoxarifado, todos devidamente organizados, com carinho, por mãos que se alegram em poder ajudar, e ao mesmo tempo se inquietam por saber que existe sofrimento. Edgar José Farias, que fez parte do grupo que fundou a instituição e é um dos voluntários mais ativos do albergue, se envolvendo diariamente com os trabalhos do lugar, acredita que não está fazendo o bem para o próximo, e sim para ele mesmo. São servidas aproximadamente 500 refeições mensais no local. Até o final do mês de agosto deste ano foram atendidos mais de 45 mil moradores de rua.</p>
<p>R.D.R, 41 anos, natural da cidade de Armazém, foi um deles. E foi ele quem eu parei para escutar. Ou melhor, foi ele quem eu escolhi para ouvir. Assim que saíram do banho, cinco dos albergados que estavam lá naquela noite de sexta-feira, desceram até a sala de informática. Era ali que eu e mais quatro colegas esperávamos para a tão importante conversa. A tal sala de informática é mais um dos paradoxos do local. Acredito que os computadores que ali se encontram são pouco utilizados. Afinal 59% dos indivíduos que passam pelo albergue não chegaram a completar o sétimo ano do ensino fundamental. Minha crença não se baseia somente nessa estatística, mas também no cheiro e aspecto de produtos novos e pouco usados que pode ser percebido nos móveis e equipamentos da sala.</p>
<p><a href="http://vejoestrelas.files.wordpress.com/2010/11/5212224726_8ec65d24ba_b.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-215" title="5212224726_8ec65d24ba_b" src="http://vejoestrelas.files.wordpress.com/2010/11/5212224726_8ec65d24ba_b.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Abordo R.D.R com um sorriso meio trêmulo e um boa noite gaguejado. Estendo a mão – também trêmula &#8211; para lhe cumprimentar e pergunto se ele se importa em me contar um pouco de sua história. Apresento-me como estudante de jornalismo, mas não sei como lhe falar que estou fazendo um trabalho sobre exclusão. Então deixo esse detalhe fora do diálogo. Hesitante e com a voz rouca e baixa, quase inaudível na salinha onde mais oito pessoas conversam paralelamente, ele me diz, acompanhado de um meneio de cabeça, que podemos, sim, conversar. Puxa uma cadeira e senta de frente para mim. A calça de moletom desgastada e furada e a camiseta puída que ele usa naquele dia não chamam tanto a minha atenção quanto os pés descalços, calejados e inchados. Pergunto-me quantos quilômetros aqueles pés já percorreram.</p>
<p>Ele me diz depois, durante nossa conversa, que pode ter durado 15 minutos ou uma hora, que aqueles pés já andaram por Blumenau, Rio do Sul, Criciúma, Porto Alegre, cidades do Paraná e tantos outros lugares que sua memória já não recorda mais. A aparência descuidada e a expressão displicente daquele homem franzino, de pele morena, castigada pelo sol, bem como seu olhar cansado e mãos maltratadas, revelam o quão grande foi, e ainda vai ser, o caminho percorrido por ele. Seu próximo destino, na manhã seguinte, seria a cidade de Ituporanga, a Capital Nacional da Cebola, com pouco mais de 20 mil habitantes.</p>
<p>“O trabalho é a coisa mais boa do mundo”, diz ele. “Por isso vou pra lá (Ituporanga) para trabalhar na roça que é o que eu sei fazer”. Depois disso, ele me fala que quer ir para o interior para ficar longe das coisas ruins da cidade. Descubro, quase no fim da nossa conversa, que tais coisas ruins são o álcool, a maconha e o crack, drogas que já usou, mas que, segundo ele, há dois anos não usa mais. Depois dessa revelação passo a entender o por que de um homem que acha o trabalho “a coisa mais boa do mundo”, andar assim, sem destino, nem bens, muito menos família e amigos.</p>
<p>Quando pergunto à assistente social Cléria, responsável pelo atendimento a essas pessoas no município de Tubarão, qual o principal motivo que as levam a viverem assim, nas ruas, ela me responde de forma enfática. “Já existe pesquisa nacional que afirma que a principal causa, 90% são as drogas. Afirmo que, através do meu atendimento, de fato, as pessoas estão em situação de rua devido à dependência química, incluindo o alcoolismo.”</p>
<p>A mãe de R.D.R morreu quando este tinha apenas 5 anos. Depois disso o pai se casou com outra mulher. Aos 16 anos ele saiu de casa, desde então nunca teve um lugar fixo, nunca casou e não teve filhos. Seu pai já faleceu há dez anos, vítima de um câncer no pulmão decorrente do vício em cigarro. “Quando trabalho tenho onde ficar, senão ando por aí”, desabafa R.D.R, que mal sabe assinar o próprio nome. No ano de 2004, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome fez a primeira tentativa de contagem do número de indivíduos que vivem nas ruas. Setenta e seis cidades com mais de 300 mil habitantes receberam questionários para a contagem. Dessas, 53 responderam e 22 informaram ser impossível determinar o número de cidadãos sem teto. Ainda não existe um censo da população em situação de rua no país.</p>
<p>A clareza não era a principal virtude do meu entrevistado. Por isso, várias declarações ficaram sem um fim. Talvez por minha falta de experiência, ou quem sabe pela dificuldade dele em falar sobre seus próprios fantasmas. A quase todo momento ele dispistava minhas perguntas comentando assuntos cotidianos. Quando respondia, as declarações eram breves. Falou por exemplo que nunca frequentou a escola, e que aprendeu a ser bom e a ter educação nas ruas. “O pouco que sei foi o mundo que me ensinou”, disparou ele. Com orgulho e com um meio sorriso contou que “não devia nada na lei”, que não tinha nenhuma ocorrência registrada em seu nome e que nunca fez mal a ninguém, só a ele mesmo.</p>
<p>De acordo com os dados colhidos nos registros do Albergue Noturno Pousada da Paz, assim como R.D.R, 72% dos albergados são solteiros, 70,9% trabalham, e 62% declaram ser viciados em álcool ou em algum outro tipo de droga. A grande maioria, 91% é do sexo masculino. “O albergue representa muito na vida dessas pessoas e, tem representado apoio indescritível no meu trabalho inclusive. A maior parte das pessoas atendidas na assistência social de Tubarão são trecheiras (circulam pelo estado e país) e, deixam nos seus relatos grandes elogios ao albergue, principalmente, relativo ao atendimento com muito calor humano”, elogia Cléria. Os albergues, como pode se ver, são essenciais para responder às necessidades imediatas desses cidadãos. Mas depois de matar a fome, tomar um banho e dormir eles voltam às ruas. Para a recuperação desses indivíduos, é preciso que hajam políticas públicas que atendam não somente às suas necessidades físicas, mas também psíquicas.</p>
<p>Em momento algum lágrimas rolaram daqueles olhos cansados, como se aquela vida, aqueles sonhos perdidos não fizessem parte deles. É como se fosse a história de uma outra pessoa. Indiferente, R.D.R me contou que no momento não possuía nenhum documento. “Perdi meus documentos um dia desses, eu estava bêbado.” Perguntei o que ele pensava a respeito da vida que levava. “Considero sofrimento isso que eu estou passando, mas tem gente que sofre mais. Agradeço a Deus por eu ter saúde”, argumentou. Ele se referia ao fato de conseguir andar vários quilômetros por dia, enquanto alguns colegas trecheiros se cansavam fácil.</p>
<p>No ano de 1933, o escritor George Orwell publicou o livro Na pior em Paris e Londres. Na obra, ele relata os anos de 1928 a 1930, época em que viveu como mendigo nas ruas francesas e inglesas. Seu objetivo era conhecer de perto os seres humanos e retratar a forma de vida daquelas pessoas que a sociedade fingia não saber que existiam. Da mesma forma, no início do século XX Jack London viveu por 86 dias como mendigo em Londres. Da sua experiência resultou o livro O povo do abismo, que relata as misérias das pessoas que eram consideradas ineficientes pelo sistema industrial. Em maio deste ano, o programa A Liga da rede Bandeirantes também colocou seus repórteres nas ruas, para sentirem na pele as dificuldades de quem não tem um teto para se abrigar.</p>
<p>Todos essas experiências tiveram como objetivo tentar compreender o que se passa na cabeça de pessoas que vivem às margens da sociedade, ocultadas pela sombra de um sistema onde os bens materiais estão acima da vida humana. Este também era o meu objetivo ao conversar com o personagem dessa história. Segundo a assistente social Cléria, a maioria dessas pessoas acreditam não ser possível uma mudança em suas vidas. A psicóloga Sheila Ávila Selau aponta o abandono como causa dessa apatia. “Este desprezo que recebem da sociedade e da própria família, fazem com que percam as esperanças numa possível melhora, alegando então que não tem mais jeito, esquecendo de suas capacidades como ser humano”, afirma.</p>
<p>Nos segundos finais de nossa conversa, antes de sair para o jantar e me responder que preferia não fazer a foto que ilustraria essa reportagem, R.D.R esperançoso declarou: “o remédio está em nós mesmos, é só a gente querer mudar”. Antes disso, afirmou que o mundo foi a escola dele. Concluí que o mundo não é uma escola tão justa assim. E se não consegui compreender as suas ações, ou o que se passa em sua cabeça, ao menos me ficou claro que somos todos engrenagens da sociedade. Qualquer um de nós está sujeito a ser descartado, assim como se rejeita uma máquina que não funciona mais.</p>
<p>_____________</p>
<p><em>Narrativa produzida para o Trabalho Integrado do Curso de Comunicação Social – Unisul – 2010/2</em></p>
<p><em>Disciplina: Narrativas Jornalísticas</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Tema: Exclusão Social</em></p>
<p><em> </em></p>
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<p><em>Orientadora: Darlete Cardoso</em></p>
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		<title>Invisíveis</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Nov 2010 12:58:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabíola Oliveira</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Fanzine produzido para o Trabalho Integrado do Curso de Comunicação Social &#8211; Unisul &#8211; 2010/2</p>
<p>Disciplina: Jornalismo Alternativo</p>
<p>Tema: Exclusão Social</p>
<p>Orientador: Ronaldo Sant&#8217;Anna</p>
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		<title>Um exemplo de cidadania</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 18:10:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabíola Oliveira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Programa Educacional de Resistência às drogas e a violência]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Sinto que estou fazendo algo importante e que beneficiará a sociedade”. É assim que a soldado Regiane Terezinha Miranda define o trabalho que realiza no Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência, o Proerd. Com 27 anos de idade, Regiane, que desde a adolescência sonhava ser policial, está na Polícia Militar de Criciúma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vejoestrelas.wordpress.com&amp;blog=8472711&amp;post=197&amp;subd=vejoestrelas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Sinto que estou fazendo algo importante e que beneficiará a sociedade”. É assim que a soldado Regiane Terezinha Miranda define o trabalho que realiza no Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência, o Proerd. Com 27 anos de idade, Regiane, que desde a adolescência sonhava ser policial,  está na Polícia Militar de Criciúma a 6 anos, sendo que 5 foram dedicados ao trabalho voluntário como instrutora do programa.</p>
<p>Antes de começar a trabalhar com os alunos, Regiane e todos os policiais do Proerd, passaram antes por uma análise de perfil e um curso de habilitação. Para lecionar, os PMs devem ter facilidade para se comunicar, criatividade, boa conduta, não ser fumante nem fazer uso excessivo de álcool. Afinal, também se educa dando exemplo.</p>
<p>Depois da análise de conduta e da seleção, o policial começa a ser habilitado para o  trabalho social. O curso de habilitação é composto por 80 horas de aulas com profissionais das áreas da saúde, educação e legislação. Depois do curso, o policial está habilitado a orientar e informar sobre as drogas, além de ensinar técnicas de auto-controle e resistência a possíveis pressões.</p>
<p>Regiane, que não tem filhos, conheceu o programa quando ainda não era policial,  através das sobrinhas que participaram das aulas. Nestes 5 anos de Proerd a instrutora já  orientou cerca de 3 mil crianças. Segundo ela, a participação dos pequenos é ativa e surpreendente. “Alguns demonstram saber bastante sobre o assunto, outros não fazem nem ideia do que são as drogas”, afirma.</p>
<div id="attachment_198" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://vejoestrelas.files.wordpress.com/2010/09/dsc03713.jpg"><img class="size-medium wp-image-198" title="DSC03713" src="http://vejoestrelas.files.wordpress.com/2010/09/dsc03713.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Desde a adolescência, a soldado Regiane Terezinha Miranda sonhava ser policial militar</p></div>
<p>Mais do que alertar e informar sobre as drogas e a violência, o PM acaba se tornando um amigo das crianças. Elas demonstram carinho e ao mesmo tempo curiosidade, já que o professor do programa é  um policial fardado. Regiane, que orienta cada turma de alunos uma hora por semana, durante 10 semanas, afirma que a falta de informação é um agravante para o problema das drogas, e que prevenir é melhor e mais barato do que remediar. Cada aluno do Proerd custa para o governo apenas 10 reais, enquanto um preso custa, em média,  150 vezes esse valor.</p>
<p>O problema das drogas e da violência não será resolvido apenas com o trabalho da Polícia Militar. É por isso, que o Proerd visa uma integração  entre polícia, família e escola. A ideia é que juntos possam pensar em alternativas e ações educativas que acabem com as falhas de um sistema. A falta de informação , de atenção e de conscientização sobre o problema contribuem para a inserção de crianças e adolescentes no mundo das drogas.</p>
<p>De acordo com a policial, a informação que os alunos recebem durante o curso é de extrema importância, já que elas ficam mais próximas da polícia e passam a conhecer o perigo que as drogas podem representar em suas vidas. Porém, o trabalho que ela realiza deve ser complementado. “É algo que deve ser abraçado por toda a sociedade, a prevenção deve vir não só da polícia, mas também da família, escola, igreja. É algo delicado que exige dedicação de todos, façam parte do Estado ou não”, completa.</p>
<p><em>Reportagem produzida na Disciplina </em><em>Produção em Impressos &#8211; Professor Ildo da Silva &#8211; 5° Semestre &#8211; Comunicação Social/Jornalismo &#8211; Unisul. Publicada no Jornal-Laboratório &#8220;extra&#8221; &#8211; Ano 16|Número 1|Maio de 2010</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/vejoestrelas.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/vejoestrelas.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/vejoestrelas.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/vejoestrelas.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/vejoestrelas.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/vejoestrelas.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/vejoestrelas.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/vejoestrelas.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/vejoestrelas.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/vejoestrelas.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/vejoestrelas.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/vejoestrelas.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/vejoestrelas.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/vejoestrelas.wordpress.com/197/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vejoestrelas.wordpress.com&amp;blog=8472711&amp;post=197&amp;subd=vejoestrelas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Lembranças Injustas</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Jul 2010 22:54:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabíola Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ponto de Vista]]></category>
		<category><![CDATA[11 de setembro]]></category>
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		<description><![CDATA[Faz tempo que quero escrever sobre o longa &#8220;Remember-me&#8221;, drama que tem no papel principal o astro teen Robert Pattinson. O filme conta a história de um jovem rebelde de Nova York que depois de se apaixonar encontra um sentido para sua vida. E quando tudo está correndo bem, o mocinho morre em um terrível [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vejoestrelas.wordpress.com&amp;blog=8472711&amp;post=191&amp;subd=vejoestrelas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz tempo que quero escrever sobre o longa <a href="http://www.cinepop.com.br/filmes/rememberme.php" target="_blank">&#8220;Remember-me&#8221;</a>, drama que tem no papel principal o astro <em>teen </em>Robert Pattinson. O filme conta a história de um jovem rebelde de Nova York que depois de se apaixonar encontra um sentido para sua vida. E quando tudo está correndo bem, o mocinho morre em um terrível acidente. Era aí que eu queria chegar.</p>
<p><a href="http://vejoestrelas.files.wordpress.com/2010/07/rememberme_2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-192" title="rememberme" src="http://vejoestrelas.files.wordpress.com/2010/07/rememberme_2.jpg?w=220&#038;h=300" alt="" width="220" height="300" /></a></p>
<p>Tyler Roth (Robert Pattinson) estava no World Trade Center no dia 11 de setembro, e foi uma das vítimas do ataque terrorista. Nos fazendo lembrar das vidas que foram interrompidas naquele atentado. Mais do que alertar sobre a importância de viver cada momento de forma intensa, o longa teve a pretensão – e conseguiu – de chocar, de não deixar o sofrimento de inúmeras famílias americanas ser esquecido.</p>
<p>O ataque ao World Trade center foi, inquestionavelmente, um dos mais chocantes da história e para sempre será lembrado. O que me preocupa é o outro lado. E os milhares de inocentes que foram, também, atacados pelos EUA na chamada <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_ao_Terror" target="_blank">&#8220;Guerra ao Terror”</a>? Quem vai nos contar o &#8220;lado humano” de suas histórias? Certamente, inúmeros jovens afegãos e iraquianos tiveram suas vidas interrompidas na “ferrenha” luta americana contra o terrorismo.</p>
<p><a href="http://vejoestrelas.files.wordpress.com/2010/07/11-de-setembro1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-194" title="11 de setembro" src="http://vejoestrelas.files.wordpress.com/2010/07/11-de-setembro1.jpg?w=254&#038;h=300" alt="" width="254" height="300" /></a></p>
<p>Infelizmente, dessa história a maioria só conhece um lado. O lado do mais forte. No livro <a href="http://www.resenhando.com/resenhas/r21308.htm" target="_blank">&#8220;Deus é inocente, a imprensa, não”</a>, o jornalista Carlos Dornelles deixa clara a subserviência da imprensa mundial aos interesses americanos. Manipulando fatos e eliminando outros, a imprensa mostrou ao mundo (de forma consciente) apenas o que era conveniente aos interesses do Tio Sam. Deixando de cumprir, mais uma vez,  seu papel: apenas informar de forma isenta.</p>
<p>“Remember Me” me fará lembrar, sim, das vítimas de 11 de setembro de 2001. Mas acima de tudo não me deixará esquecer que do outro lado também existem vítimas tão injustiçadas quanto as retratadas de forma incessante pela mídia nos últimos anos, mas que não têm espaço para contar suas histórias. Deus até pode ser inocente, mas a imprensa certamente não é.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/vejoestrelas.wordpress.com/191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/vejoestrelas.wordpress.com/191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/vejoestrelas.wordpress.com/191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/vejoestrelas.wordpress.com/191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/vejoestrelas.wordpress.com/191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/vejoestrelas.wordpress.com/191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/vejoestrelas.wordpress.com/191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/vejoestrelas.wordpress.com/191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/vejoestrelas.wordpress.com/191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/vejoestrelas.wordpress.com/191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/vejoestrelas.wordpress.com/191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/vejoestrelas.wordpress.com/191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/vejoestrelas.wordpress.com/191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/vejoestrelas.wordpress.com/191/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vejoestrelas.wordpress.com&amp;blog=8472711&amp;post=191&amp;subd=vejoestrelas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">rememberme</media:title>
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			<media:title type="html">11 de setembro</media:title>
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		<title>O velho e o &#8220;novo&#8221; jornalismo</title>
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		<pubDate>Sat, 01 May 2010 21:07:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabíola Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ponto de Vista]]></category>
		<category><![CDATA[Lead]]></category>
		<category><![CDATA[New Journalism]]></category>
		<category><![CDATA[Novo Jornalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[O Lead é um velho conhecido dos jornalistas. Ele surgiu a aproximadamente 140 anos e se tornou uma marca do texto informativo. Criado por  Walter Lippmann, é uma espécie de introdução a notícia, que responde a seis perguntas principais: &#8220;O quê?&#8221;, &#8220;Quem?&#8221;, &#8220;Quando?&#8221;, &#8220;Onde?&#8221;, &#8220;Como?&#8221; e &#8220;Por quê?&#8221;. Dessa forma, a estrutura do lead fornece [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vejoestrelas.wordpress.com&amp;blog=8472711&amp;post=181&amp;subd=vejoestrelas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Lead é um velho conhecido dos jornalistas. Ele surgiu a aproximadamente 140 anos e se tornou uma marca do texto informativo. Criado por  Walter Lippmann, é uma espécie de introdução a notícia, que responde a seis perguntas principais: &#8220;O quê?&#8221;, &#8220;Quem?&#8221;, &#8220;Quando?&#8221;, &#8220;Onde?&#8221;, &#8220;Como?&#8221; e &#8220;Por quê?&#8221;. Dessa forma, a estrutura do lead fornece as informações básicas, por ordem de importância.</p>
<p>Antigamente, nos jornais impressos, os textos eram colocados em diagramas, quando ultrapassavam o tamanho da página as últimas linhas eram cortadas usando-se estiletes. Por isso, era importante que as informações mais relevantes viessem primeiro. O fato é que, até hoje, o Lead faz parte das matérias jornalísticas, mesmo na internet onde o espaço é ilimitado.</p>
<p>Eis que, nos anos 60, surge nos Estados Unidos, o New Journalism, nos dias de hoje não tão novo assim. O gênero,que tem como principais criadores Tom Wolfe, Gay Talese, Norman Mailer e Truman Capote, é classificado como jornalismo literário ou romance de não-ficção. A principal característica do novo jornalismo, é misturar a narrativa jornalística com a literária, tornando o texto informativo mais atraente.</p>
<p>Ultimamente, tem se discutido muito sobre qual a melhor forma de escrever a notícia. Há quem conteste a validade do Lead em tempos tão modernos, alegando que ele aprisiona a criatividade do jornalista tornando-o escravo de um modelo pré definido. Por outro lado, seus defensores afirmam que ele continua sendo a melhor forma de abertura do texto informativo.</p>
<p>Para o leitor moderno, escravo do tempo,  é incontestável que o Lead facilita o acesso as informações principais de forma mais rápida. Porém, é incontestável também o prazer que um texto bem escrito e criativo proporciona. Pelo jeito, a discussão em torno de qual a melhor forma de escrever nos dias de hoje vai durar por muito tempo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/vejoestrelas.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/vejoestrelas.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/vejoestrelas.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/vejoestrelas.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/vejoestrelas.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/vejoestrelas.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/vejoestrelas.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/vejoestrelas.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/vejoestrelas.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/vejoestrelas.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/vejoestrelas.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/vejoestrelas.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/vejoestrelas.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/vejoestrelas.wordpress.com/181/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vejoestrelas.wordpress.com&amp;blog=8472711&amp;post=181&amp;subd=vejoestrelas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>a vida é uma espécie de xadrez&#8230;</title>
		<link>http://vejoestrelas.wordpress.com/2010/03/13/a-vida-e-uma-especie-de-xadrez/</link>
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		<pubDate>Sat, 13 Mar 2010 22:16:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabíola Oliveira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Benjamin Franklin]]></category>
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		<category><![CDATA[jogo de xadrez]]></category>
		<category><![CDATA[o xadrez e a vida]]></category>
		<category><![CDATA[prudência]]></category>
		<category><![CDATA[Xadrez]]></category>

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		<description><![CDATA[No percurso de casa para a faculdade, e da faculdade para casa &#8211; quando não estou interagindo com os colegas &#8211; tenho alguns devaneios. Dia desses, estive pensando em como tenho dificuldade para vencer no xadrez. Em minhas horas livres, jogo com meu computador, mas, bastam alguns poucos movimentos, para que a máquina me aplique [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vejoestrelas.wordpress.com&amp;blog=8472711&amp;post=171&amp;subd=vejoestrelas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No percurso de casa para a faculdade, e da faculdade para casa &#8211; quando não estou interagindo com os colegas &#8211; tenho alguns devaneios. Dia desses, estive pensando em como tenho dificuldade para vencer no xadrez. Em minhas horas livres, jogo com meu computador, mas, bastam alguns poucos movimentos, para que a máquina me aplique um xeque-mate.</p>
<p>Quando criança, lá pelo meus meus 9 anos, fiz um curso para aprender o tal jogo. Entretanto, das aulas que tive restaram em minha memória apenas as regras,  o posicionamento e a movimentação de cada peça no tabuleiro. Porém, tenho consciência de que, para se obter a vitória nesse jogo, é preciso muito mais. É preciso, por exemplo, ter paciência, estratégia, coragem, experiência, imaginação e muita memória.</p>
<p>Logo percebi, que minhas derrotas consecutivas estavam ligadas `a forma impensada que eu conduzia as jogadas. No jogo de xadrez, assim como na vida, cada peça que você move no tabuleiro resultará em consequências que definirão se você será, ou não, o vitorioso. Por isso, a partir de agora, quando eu for jogar xadrez, ou quando eu for viver, vou pensar duas vezes antes de tomar qualquer decisão.</p>
<blockquote><p><em>&#8220;O jogo de xadrez não é meramente um divertimento ocioso; diversas e muitas valiosas qualidades da mente, úteis no decurso da vida humana, são adquiridas e fortalecidas por meio dele, de modo a tornarem-se hábitos preparados para todas as ocasiões; pois a vida é uma espécie de xadrez, na qual temos pontos a ganhar e competidores ou adversários a enfrentar, e na qual existe uma ampla variedade de acontecimentos bons e maus, que são, em certo grau, os efeitos da prudência ou a falta dela&#8221;. </em>— Benjamin Franklin, in The Morals of Chess (1779)</p></blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/vejoestrelas.wordpress.com/171/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/vejoestrelas.wordpress.com/171/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/vejoestrelas.wordpress.com/171/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/vejoestrelas.wordpress.com/171/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/vejoestrelas.wordpress.com/171/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/vejoestrelas.wordpress.com/171/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/vejoestrelas.wordpress.com/171/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/vejoestrelas.wordpress.com/171/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/vejoestrelas.wordpress.com/171/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/vejoestrelas.wordpress.com/171/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/vejoestrelas.wordpress.com/171/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/vejoestrelas.wordpress.com/171/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/vejoestrelas.wordpress.com/171/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/vejoestrelas.wordpress.com/171/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vejoestrelas.wordpress.com&amp;blog=8472711&amp;post=171&amp;subd=vejoestrelas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O monge, o executivo, a liderança e o amor</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 20:14:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabíola Oliveira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[O Monge e o Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[poder]]></category>

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		<description><![CDATA[Lendo &#8220;O Monge e o Executivo&#8221; percebi alguns conceitos interessantes e acreditem, simples, sobre a arte de liderar e de se tornar uma pessoa melhor. O autor James C. Hunter, inclusive, define o amor de uma forma que eu ainda não conhecia. Como esses conceitos e definições fizeram todo sentido para mim, e como o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vejoestrelas.wordpress.com&amp;blog=8472711&amp;post=166&amp;subd=vejoestrelas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lendo &#8220;O Monge e o Executivo&#8221; percebi alguns conceitos interessantes e acreditem, simples, sobre a arte de liderar e de se tornar uma pessoa melhor. O autor James C. Hunter, inclusive, define o amor de uma forma que eu ainda não conhecia. Como esses conceitos e definições fizeram todo sentido para mim, e como o livro é um best seller, resolvi postar algumas das principais ideias presentes na obra. Eis, então:</p>
<p>- Um líder eficiente é aquele que desenvolveu as habilidades e as qualidades morais que o capacitam a inspirar e influenciar um grupo de pessoas.</p>
<p>- Liderança é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir os objetivos identificados como sendo para o bem comum. </p>
<p>- O papel do líder não é impor regras e dar ordens `a camada seguinte. Em vez disso, o papel do líder é servir.</p>
<p>- Servir significa abraçar os outros quando necessitarem e repreendê-los quando precisarem.</p>
<p>- O líder identifica e satisfaz as necessidades de seus liderados e remove todas as barreiras para que possam servir ao cliente.</p>
<p>- Pessoas diferentes têm necessidades diferentes, por isso o líder precisa ser flexível.</p>
<p><a href="http://vejoestrelas.files.wordpress.com/2010/03/lideranca.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-167" title="Lideranca" src="http://vejoestrelas.files.wordpress.com/2010/03/lideranca.jpg?w=490" alt=""   /></a></p>
<p>- É importante tratar outros seres humanos exatamente como você gostaria que eles o tratassem.</p>
<p>- Ouvir é uma das habilidades mais importantes que um líder pode escolher para desenvolver.</p>
<p>- Ouvir é provavelmente nossa grande oportunidade de dar atenção aos outros diariamente, dizendo-lhes o quanto os valorizamos. </p>
<p>- Honestidade, confiabilidade, bom exemplo, cuidado, compromisso, saber ouvir, gostar das pessoas e respeitá-las são algumas das qualidades de um líder. Todas estas qualidades são comportamentos, e comportamento é escolha.</p>
<p>- Liderar é conseguir que as coisas sejam feitas através das pessoas.</p>
<p>- A chave para a liderança é executar as tarefas enquanto se constroem os relacionamentos.</p>
<p>- Os líderes verdadeiramente grandes têm a capacidade de construir relacionamentos saudáveis.</p>
<p>- O ingrediente mais importante num relacionamento bem-sucedido é a confiança.</p>
<p>- Agarrar-se a paradigmas ultrapassados pode nos deixar paralisados enquanto o mundo passa por nós.</p>
<p>- O homem sensato se adapta ao mundo; o insensato persiste em tentar adaptar o mundo a si mesmo; portanto, todo o progresso depende do homem insensato.</p>
<p>- As pessoas têm necessidade de receber estímulo para se tornarem o melhor que puderem ser.</p>
<p>- O líder deve incentivar e dar condições para que as pessoas se tornem o melhor que podem ser.</p>
<p>- Em reuniões, se 10 concordarem com tudo, 9 provavelmente são desnecessários.</p>
<p>- A autoridade sempre se constrói sobre serviço e sacrifício.</p>
<p>- Todas as boas intenções do mundo não significam coisa alguma se não forem acompanhadas por ações.</p>
<p>- Quando Jesus fala de amor no Novo Testamento, usa a palavra <em>ágape</em>, um amor traduzido pelo comportamento e pela escolha, não o sentimento do amor.</p>
<p>- Portanto o amor é o que o amor faz.</p>
<p>- Amar não é como você se sente em relação aos outros, mas como se comporta em relação aos outros.</p>
<p>- <strong>Nem sempre podemos controlar o que sentimos a respeito de outra pessoa, mas podemos controlar como nos comportamos em relação `a outras pessoas.</strong></p>
<p>- O líder tem o dever de fazer com que as pessoas se responsabilizem por suas tarefas, apontando suas deficiências. No entanto há várias maneiras de fazer isso, sem ferir a dignidade dos outros. </p>
<p>- O líder deve ter um interesse especial no sucesso daqueles que lidera.</p>
<p>- Perdoar é lidar de um modo afirmativo com as situações que aparecem e depois desapegar-se de qualquer resquício de ressentimento.</p>
<p>- O líder comprometido dedica-se ao crescimento e aperfeiçoamento de seus liderados.</p>
<p>- <strong>Quando amamos os outros, e nos doamos a eles, precisamos servir e nos sacrificar. Quando servimos e nos sacrificamos, construímos autoridade. E, quando tivermos construído autoridade com as pessoas, então ganharemos o direito de ser chamados de líderes.</strong></p>
<p>- Nossas ações sempre falarão mais alto e serão muito mais importantes do que nossas palavras.</p>
<p>- Criar um ambiente saudável é muito importante para possibilitar o crescimento saudável, de modo especial para seres humanos.</p>
<p>- Devemos elogiar as pessoas em público e nunca puni-las em público.</p>
<p>- O líder pode fornecer todas as condições, mas são as pessoas que devem fazer as próprias escolhas para mudar.</p>
<p>- O homem tem ambas as potencialidades dentro de si: a que se efetiva depende das decisões, não das condições.</p>
<p>-Há apenas duas coisas nesta vida que nós temos que fazer, morrer e fazer escolhas.</p>
<p>-Através da disciplina, podemos fazer com que o não natural se torne natural.</p>
<p>-Pensamentos tornam-se ações, ações tornam-se hábitos, hábitos tornam-se caráter, e nosso caráter torna-se nosso destino.</p>
<p>Quase utópico, não? Mas garanto que, se metade das pessoas seguissem as ideias acima, o desenvolvimento humano seria muito maior e melhor. É importante termos consciência de que autoridade e poder são coisas bem diferentes. O poder é imposição, força que funciona por um tempo mas depois acaba; a autoridade é conquistada, uma influência através do exemplo. Por sorte, pude reconhecer entre os que já me lideraram algumas autoridades, que certamente sempre servirão de exemplo em minha vida. E você, já conheceu um líder de verdade?</p>
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		<title>Avatar: uma lição em 3D</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 22:19:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabíola Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Ponto de Vista]]></category>
		<category><![CDATA[3D]]></category>
		<category><![CDATA[Avatar]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[James Cameron]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você ainda não assistiu ao pretensioso filme do diretor James Cameron não precisa se preocupar, eu não vou contar o final do longa, que é bem longo mesmo, com duração de 162 minutos. Aliás, parece que tudo é grandioso em Avatar. A começar pelo orçamento, estimado em 500 milhões de doláres, sendo que apenas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vejoestrelas.wordpress.com&amp;blog=8472711&amp;post=157&amp;subd=vejoestrelas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você ainda não assistiu ao pretensioso filme do diretor <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/James_Cameron" target="_blank">James Cameron</a> não precisa se preocupar, eu não vou contar o final do longa, que é bem longo mesmo, com duração de 162 minutos.</p>
<p>Aliás, parece que tudo é grandioso em <a href="http://www.imdb.com/title/tt0499549/" target="_blank">Avatar</a>. A começar pelo orçamento, estimado em 500 milhões de doláres, sendo que apenas 40% do filme conta com atores e cenários reais, o resto é computação gráfica (digamos, da melhor qualidade).</p>
<p>A produção do filme mais caro da história do cinema começou em 2005. Um professor de linguística foi contratado para inventar um novo idioma para os aliens da trama e uma câmera digital 3D foi desenvolvida para facilitar as filmagens.</p>
<p><a href="http://vejoestrelas.files.wordpress.com/2010/01/avatar.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-158" title="Avatar_Filme" src="http://vejoestrelas.files.wordpress.com/2010/01/avatar.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>Dizem que paciência é uma virtude, e para viabilizar a realização de Avatar, o visionário diretor teve um bocado dela. Cameron já tinha um tratado do filme em 1994, mas resolveu esperar, pois na época não havia tecnologia disponível para realizar o projeto da forma como ele desejava.</p>
<p>Os mais de 10 anos de espera nos revelam, além da <a href="http://palavracult.wordpress.com/2010/01/04/uma-licao-que-vem-de-hollywood/" target="_blank">virtude de Cameron</a>, um fato para se pensar. Isso porque, antes de ser um marco em termos técnicos e visuais, o longa carrega um forte apelo ecológico e social.</p>
<p>Assim como as <a href="http://letras.terra.com.br/legiao-urbana/46973/" target="_blank">letras contestadoras de Renato Russo</a>, a história de Cameron parece ter sido feita no instante agora. Ao longo de uma década nossas tecnologias podem ter evoluído muito, mas a nossa consciência não. Continuamos a dar um valor absurdo ao capital em detrimento de civilizações  e da  nossa própria fonte de vida.</p>
<p><a href="http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1421298-17816,00-SONHO+DINAMARQUES+DE+VIRAR+CAPITAL+AMBIENTAL+DO+MUNDO+VIRA+PESADELO.html" target="_blank">Quando se discute a importância da preservação da natureza para a vida na Terra o dinheiro fala mais alto</a>. <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1410191-5602,00.html" target="_blank">Quando a paz mundial é pauta, a necessidade da guerra é afirmada</a>, mesmo  se tendo a certeza que de um confronto entre nações<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u673239.shtml" target="_blank"> todos saem perdendo</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/vejoestrelas.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/vejoestrelas.wordpress.com/157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/vejoestrelas.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/vejoestrelas.wordpress.com/157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/vejoestrelas.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/vejoestrelas.wordpress.com/157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/vejoestrelas.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/vejoestrelas.wordpress.com/157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/vejoestrelas.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/vejoestrelas.wordpress.com/157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/vejoestrelas.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/vejoestrelas.wordpress.com/157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/vejoestrelas.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/vejoestrelas.wordpress.com/157/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vejoestrelas.wordpress.com&amp;blog=8472711&amp;post=157&amp;subd=vejoestrelas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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